Miguel Calmon: Grupo de mulheres da região de Tapiranga avançam na produção de tempero

Um grupo de mulheres da comunidade de Lajedo do Braga, na zona rural de Miguel Calmon, no Piemonte da Chapada Diamantina, decidiu transformar conhecimento, união e força de vontade em uma oportunidade de geração de renda e permanência no campo. A iniciativa nasceu com o objetivo de promover sustentabilidade econômica para as famílias da localidade, fortalecendo a agricultura familiar e criando alternativas de trabalho dentro da própria comunidade.

De acordo com Marcelo, morador de Lajedo do Braga e um dos colaboradores do projeto, a ideia surgiu da preocupação com o êxodo rural, especialmente entre os jovens, que muitas vezes deixam suas comunidades em busca de oportunidades de emprego e melhores condições de vida nos grandes centros.

“Queríamos criar uma alternativa para que as pessoas pudessem permanecer aqui, trabalhando e gerando renda sem precisar abandonar suas raízes”, explicou.

A partir dessa necessidade, moradores e moradoras iniciaram uma série de discussões junto à associação comunitária. O grupo também buscou conhecer experiências bem-sucedidas em outras localidades, realizando pesquisas e trocando informações sobre modelos de produção e comercialização. O primeiro encontro oficial ocorreu em 28 de outubro de 2025 e, poucos dias depois, em 6 de novembro, começaram os trabalhos de produção artesanal de temperos.

Segundo Marcelo, uma das figuras fundamentais para o nascimento da iniciativa foi a moradora conhecida carinhosamente como Dona Mundinha. Detentora de conhecimentos tradicionais sobre a preparação de temperos caseiros, ela passou a compartilhar sua experiência com outras mulheres da comunidade, ensinando receitas, técnicas de preparo e formas de conservação dos produtos. Foi a partir desse intercâmbio de saberes que o projeto começou a ganhar forma e sair do papel.

Em reconhecimento à sua contribuição, o empreendimento recebeu o nome de “Sabores da Vovó”, enquanto o principal produto passou a ser comercializado recebeu o nome de “Tempero da Vovó”, uma homenagem à matriarca que inspirou o grupo e ajudou a transformar uma ideia coletiva em realidade.

Seis meses após o início das atividades, o projeto já apresenta resultados animadores. O grupo segue produzindo diferentes tipos de temperos artesanais, que vêm conquistando consumidores em comunidades vizinhas e na região. Atualmente, as vendas acontecem principalmente em povoados circunvizinhos, como o Distrito de Tapiranga, além de atender moradores das localidades próximas.

O crescimento da demanda tem impulsionado novos planos para o futuro. Marcelo revelou ao Calmon Notícias que o grupo já estuda estratégias para expandir a produção, ampliar os canais de comercialização e estabelecer parcerias com instituições e empresas que possam fortalecer a iniciativa. Entre os próximos passos está também a formalização de uma cooperativa, medida que poderá garantir maior organização, acesso a novos mercados e oportunidades de investimento.

Mais do que uma fonte de renda, o projeto Sabores da Vovó tornou-se um exemplo de empreendedorismo comunitário, valorização dos conhecimentos tradicionais e fortalecimento da economia rural, demonstrando que a união e a colaboração podem gerar desenvolvimento e novas perspectivas para as famílias do campo.

E o mais importante, tudo orgânico.

Para adquirir, contate; (74) 9 9903 7106


Por João do Clone / Redação Calmon Notícias

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