Jacobinense é destaque na Europa com produção de roupas em crochê

A empreendedora Solange Carvalho conquista clientes no mundo com peças artesanais exclusivas. 

"A Solar Crochetaria nasceu de um sonho e de um amor pelo feito à mão. Tudo começou com a minha mãe, Solange Carvalho, que sempre acreditou que o crochê poderia ir muito além do artesanato: poderia ser sinônimo de moda, elegância e identidade.

Com muito trabalho e dedicação, esse sonho ultrapassou as fronteiras de Jacobina e chegou à Europa, onde ela vive hoje. Esse reconhecimento também veio através do convite para participar da Revista EntreRios, que destacou sua trajetória e o seu trabalho levando a tradição do crochê brasileiro para o mundo.

Mais do que uma homenagem à minha mãe, esse outdoor é uma homenagem à nossa história e a todos que acreditam na força do trabalho feito com amor".

Disse a Dra Lavínia Carvalho, filha de Solange.

Confira abaixo a reportagem da revista europeia Entre Rios.


Ela poderia ser apenas mais uma imigrante batalhadora que atravessou o Atlântico em busca de novas oportunidades em Portugal, mas a baiana Solange Carvalho, de 57 anos, criou a Solar Crochetaria para vender vestidos, blusas, tops etc feitos à mão na antiga técnica de artesanato que entrelaça tramas com agulha específica — e veio o sucesso. Suas peças exclusivas conquistam espaço em um mercado muito disputado, o da moda. Em grande parte porque o seu trabalho artesanal é diferenciado em qualidade e modelos e, em outra, devido à ascensão do crochê, que se tornou queridinho de famosas.

Foi nesse movimento que a empreendedora percebeu que também poderia transformar sua arte em um negócio de sucesso e expandir para outras fronteiras. A técnica, aprendida aos nove anos com a avó, deixou de ser aplicada majoritariamente em peças de cama, mesa e banho e foi sendo cada vez mais valorizada no universo fashion. “Durante a pandemia ficamos 

muito tempo sem poder trabalhar e comecei a me dedicar mais ao BRILHO dourado sobre crochê cor de pele e penduricalhos no arremate FOTOS: DIVULGAÇÃO/IINSTAGRAM CROCHÊ e uma boa maquiagem constroem um look lindo e rápido Foi nesse movimento que a empreendedora percebeu que também poderia transformar sua arte em um negócio de sucesso e expandir para outras fronteiras. A técnica, aprendida aos nove anos com a avó, deixou de ser aplicada majoritariamente em peças de cama, mesa e banho e foi sendo cada vez mais valorizada no universo fashion. “Durante a pandemia ficamos ARTE com pedras, pérolas e conchinhas unidas por uma rede de linhas coloridas crochê. No Réveillon de 2024, minha sobrinha foi para uma famosa festa em Trancoso e eu confeccionei as roupas dela. Foi um sucesso”, relembra. Com o apoio da filha, Lavínia, que passou a gerenciar a comunicação da marca, e da sobrinha, Amanda, eleita a modelo oficial das coleções, elas levaram a Solar Crochetaria para um patamar mais profissional. A partir daí, as vendas aumentaram. 

“Quando Danielle Barvanelle (esposa do músico Carlinhos Brown), a ex-BBB Juliette Freire e a influenciadora Silvia Braz usaram as minhas peças, houve uma expansão dos negócios e o surgimento de novas clientes”. Há cerca de um ano, com a Solar já consolidada no Brasil, Solange decidiu apostar também no mercado português. Em Lisboa, onde mora, passou a vender peças para clientes de vários países em formato de negócio exclusivamente online. Outro motivo de orgulho é o impacto social: “Dou emprego para dez mulheres que confeccionam as 

minhas peças e, no Carnaval, esse número dobra. Tenho colaboradoras entre 20 e 60 anos. Todas elas dizem que hoje ajudam a sustentar suas famílias com esse trabalho, e isso me emociona”. A artesã conta que já vendeu vestidos por R$ 400 para grandes marcas e, depois, viu as mesmas peças serem revendidas por R$ 5.400. Ainda assim, entende a cadeia produtiva desse tipo 

de trabalho, na qual cada criação é valorizada por ser exclusiva e produzida sob medida para quem encomenda. Graças ao empreendedorismo, Solange conseguiu realizar outro sonho: viajar pelo mundo. Ela já conheceu quase toda a Europa. Mas, quando olha para o passado, percebe que, por pouco, não trilhou outro caminho. Depois de fazer um SOLANGE: empreendedora e crocheteira minhas peças e, no Carnaval, esse número dobra. Tenho colaboradoras entre 20 e 60 anos. 

Todas elas dizem que hoje ajudam a sustentar suas famílias com esse trabalho, e isso me emociona”. A artesã conta que já vendeu vestidos por R$ 400 para grandes marcas e, depois, viu as mesmas peças serem revendidas por R$ 5.400. Ainda assim, entende a cadeia produtiva desse tipo curso profissionalizante de Estética, chegou a abrir uma clínica em sua cidade natal, Jacobina. No entanto, a paixão pelo artesanato falou mais alto. Hoje, enquanto se sente feliz por sua marca continuar crescendo, ela sonha mais ainda. Agora, quer abrir uma loja em Portugal e mostrar ao mundo que o bom artesanato, quando adaptado à modernidade, é atemporal.

Fonte: Revista entre rios


Calmon Notícias - Conectando você com o mundo!







Postar um comentário

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Calmon Notícias.

Postagem Anterior Próxima Postagem

Clinica Sorrir+